A história de Sines tem sido enformada pelo mar. Da pré-história aos dias de hoje têm sido o mar e os seus recursos que têm definido a economia, a cultura, a composição e até o carácter das suas gentes.Há vestígios da existência de populações humanas na área no concelho desde o Paleolítico (junto das ribeiras da Junqueira, Morgavel e Borbelogão).O período romano é um dos mais estudados da história de Sines. Com os romanos, o concelho define-se pela primeira vez como centro portuário e industrial.A baía de Sines, protegida das nortadas, é o porto da cidade de Miróbriga. O canal da Ilha do Pessegueiro, usado para funções portuárias desde a Idade do Ferro, está ligado a Arandis (Garvão). Sob o poder de Roma, Sines e a Ilha são pólos do fabrico de salgas de peixe.A segunda hipótese de etimologia de Sines é também romana: «sinus» - baía ou «sinus» - seio, que é a configuração do cabo de Sines visto do Monte Chãos.

Povoação da Ordem de Santiago de Espada a partir o século XIII, Sines adquire autonomia administrativa em 24 de Novembro de 1362. Dom Pedro I concede foral a Sines interessado na sua função defensiva.Em troca da «independência» em relação a Santiago do Cacém, os homens-bons de Sines comprometem-se a construir uma fortaleza que materializa esse papel investido na defesa da costa.Essa fortaleza é o Castelo de Sines, o mais importante monumento de Sines. De acordo com o historiador Arnaldo Soledade, é aí que em 1469, nasce Vasco da Gama, filho do alcaide da vila, Estêvão.O século XX de Sines, que praticamente começa com a restauração do município, em 1914, divide-se em duas partes: o pré e o pós-complexo industrial.