A actividade económica tradicional do Alentejo e também do concelho de Cuba, sempre foi a agricultura. Ora, é sabido que nas últimas décadas este sector de actividade sofreu muitas alterações quer por razões do desenvolvimento tecnológico, quer por estratégias políticas e macro económicas.Como não houve ao longo das décadas um desenvolvimento industrial que absorvesse toda esta mão-de-obra, o desemprego tornou-se um problema. Os dados do IEFP referentes a Fevereiro de 2000 indicavam que existiam 336 desempregados, sendo as mulheres e o grupo dos adultos de 25 aos 49 anos os grupos mais atingidos pelo desemprego. É significativo que o grupo dos jovens seja o menos atingido o que poderá estar relacionado com melhores habilitações escolares e profissionais que possuem e também porque prolongam a sua formação académica até mais tarde.
Em conclusão, os grupos com menos formação académica ou profissional e as mulheres são as principais vítimas deste problema e são estas pessoas que se tornam as utentes do Rendimento Mínimo Garantido que, actualmente, no concelho abrange cerca de 40 Beneficiários.
A educação e o emprego são outros dos factores que revelam a “qualidade” de uma população e em relação aos quais o concelho não estava, em 1991, muito bem posicionado: a taxa de analfabetismo era de 24,5%; 61,7% da população possuía apenas o ensino básico; 6,4% possuía o ensino secundário e 2,6% tinha habilitações superiores. No entanto, de então para cá a situação tem vindo a melhorar por vários factores entre os quais a extensão do ensino básico obrigatório até ao 9º. Ano, a instalação de uma Escola Profissional no concelho desde 1991/92 e a maior acessibilidade ao ensino superior pela instalação de várias escolas deste nível de ensino, em Beja.